Quanto cobrar por um serviço elétrico?
O que considerar antes de fechar um orçamento
Você visita a obra, entende o que precisa ser feito, calcula mais ou menos quantos dias vai levar e passa o preço para o cliente.
O cliente aceita.
O serviço é executado, você recebe exatamente o valor combinado e, aparentemente, deu tudo certo.
Mas quando termina a obra e coloca as contas no papel, vem a pergunta:
"Trabalhei esse tempo todo... e cadê o lucro?"
Isso acontece porque uma coisa é saber quanto você quer cobrar. Outra, bem diferente, é saber quanto realmente custa executar aquele serviço.
Combustível, alimentação, ajudante, deslocamento, tempo de execução, pequenos materiais, imprevistos... despesas aparentemente pequenas podem consumir uma parte importante do valor recebido.
E existe ainda outro erro comum: olhar apenas para o preço que outros profissionais estão cobrando.
Saber o preço praticado na sua região é útil. Mas ele não responde à pergunta mais importante:
Quanto custa para VOCÊ executar essa obra?
É a partir dessa conta que um orçamento começa a fazer sentido.
Neste artigo você vai entender
Você verá como analisar preço, custo e lucro, mão de obra, escopo do serviço, produtividade, prazo, deslocamento, combustível, alimentação, materiais, imprevistos e margem.
No final, vamos montar um exemplo completo de orçamento, mostrar o impacto de um atraso e deixar um checklist para você consultar antes de enviar sua próxima proposta.
1. Preço, custo e lucro não são a mesma coisa
Esse é o primeiro conceito que precisamos separar.
Imagine que você fechou uma instalação elétrica por R$ 6.000.
Isso não significa que você ganhou R$ 6.000.
Durante a execução, você teve despesas com:
- mão de obra;
- ajudante;
- combustível;
- alimentação;
- transporte;
- materiais ou consumíveis;
- outras despesas da obra.
O que o cliente paga é o preço do serviço.
Tudo aquilo que você precisa gastar para executar o trabalho compõe o custo.
E somente depois de considerar esses custos é que podemos começar a falar em lucro.
Uma forma simples de visualizar é:
Parece óbvio quando colocamos dessa maneira.
O problema é que muitos custos não aparecem de uma vez. Eles vão saindo do bolso:
R$ 20 hoje, R$ 50 amanhã, mais um abastecimento, mais um almoço...
No final da obra, o dinheiro foi embora sem que o profissional percebesse exatamente para onde.
Não comece perguntando: "Quanto eu vou cobrar?"
Comece perguntando: "Quanto vai me custar fazer esse serviço?"
2. Sua mão de obra também tem custo
Um erro frequente é tratar a própria mão de obra como se ela não tivesse custo.
Imagine uma obra prevista para durar 10 dias úteis.
Se você estabeleceu que sua diária profissional vale R$ 300, só o seu trabalho representa:
Se houver um ajudante recebendo R$ 150 por dia:
Antes de combustível, alimentação ou qualquer outra despesa, já temos:
R$ 4.500 de mão de obra.
Isso também mostra por que definir uma diária coerente é importante. Ela não deve surgir simplesmente porque "fulano cobra tanto".
Experiência, produtividade, responsabilidade, complexidade do serviço, estrutura do profissional e realidade do mercado precisam entrar nessa avaliação.
Mas existe outro detalhe ainda mais importante:
Quantos dias essa obra realmente vai levar?
E é aqui que começamos a entrar em produtividade.
3. Duas obras com a mesma quantidade de pontos podem ter custos diferentes
Considere dois serviços com 20 tomadas.
Na primeira obra, caixas e eletrodutos já estão instalados. O profissional precisa basicamente executar a passagem dos condutores, conexões e instalação dos dispositivos previstos no seu escopo.
Na segunda, será necessário executar infraestrutura, abrir rasgos quando aplicável, instalar caixas e eletrodutos, passar os condutores e realizar as demais etapas previstas.
São 20 tomadas nos dois casos.
Mas definitivamente não são o mesmo serviço.
É por isso que simplesmente pensar:
"Eu cobro X por tomada."
pode produzir um orçamento completamente distorcido se o escopo não estiver muito bem definido.
Antes de colocar preço em um item, pergunte:
O que exatamente está incluído nesse serviço?
4. Prazo e produtividade: quantos dias essa obra realmente vai levar?
Saber quanto vale a sua diária não resolve o orçamento se você não souber quantas diárias serão necessárias.
Imagine que você estime uma obra em 10 dias.
Se sua diária é de R$ 300 e a do ajudante R$ 150, você reservou:
para a mão de obra da equipe.
Mas suponha que, na prática, a obra leve 15 dias.
Agora temos:
São R$ 2.250 a mais somente em mão de obra.
E o problema não termina aí.
Cinco dias adicionais também podem significar mais:
- combustível;
- alimentação;
- transporte;
- estacionamento ou pedágio, quando houver;
- utilização de equipamentos;
- despesas gerais relacionadas à permanência na obra.
Por isso, errar o prazo pode afetar várias parcelas do orçamento ao mesmo tempo.
De onde vem uma boa estimativa de prazo?
Não deveria vir apenas da sensação de que "acho que termino isso em uma semana".
Uma estimativa mais consistente começa pela identificação dos serviços que serão executados e de seus respectivos quantitativos.
Por exemplo:
- 80 m de eletroduto;
- 1 quadro de distribuição;
- 20 circuitos;
- 20 tomadas;
- 10 luminárias;
- 10 interruptores.
Cada atividade exige determinado tempo para ser executada.
É aí que entra o conceito de produtividade: quanto uma pessoa ou equipe consegue executar dentro de determinado período, considerando as condições previstas para aquele serviço.
Isso permite transformar quantitativos em uma estimativa de horas ou dias de trabalho.
Não significa que todas as obras acontecerão exatamente naquele prazo. Condições de campo, acesso, interferências, alterações solicitadas pelo cliente e diversos outros fatores podem mudar a execução.
Mas existe uma diferença enorme entre trabalhar com uma estimativa fundamentada e simplesmente escolher um número de dias.
Quando você erra o prazo, não perde apenas tempo.
Pode aumentar vários custos da obra ao mesmo tempo.
5. Combustível e deslocamento: o custo que vai embora um pouco por dia
Esse é um dos custos mais fáceis de subestimar.
Imagine que a obra fique a 20 km da sua base.
São aproximadamente:
Em uma obra de 15 dias:
Agora o deslocamento já não parece tão pequeno.
Para estimar o custo de combustível, você precisa considerar pelo menos:
- distância total percorrida;
- consumo médio do veículo;
- preço do combustível.
Por exemplo:
- 600 km de deslocamento
- 10 km/L de consumo médio
- R$ 6,00 por litro
Primeiro:
Depois:
São R$ 360 que precisam sair de algum lugar.
Se não estiverem previstos no orçamento, provavelmente sairão do resultado que você esperava obter.
E ainda estamos considerando apenas combustível. Dependendo da obra, podem existir pedágio, estacionamento ou outras despesas de deslocamento.
Não olhe apenas quanto custa chegar à obra uma vez.
Calcule quantas vezes você terá que ir e voltar até terminar o serviço.
6. Alimentação e despesas da equipe: pequenas por dia, grandes no final
R$ 25 ou R$ 30 de alimentação podem parecer pouco diante do valor total de uma instalação.
O problema aparece quando multiplicamos isso por pessoas e dias.
Imagine uma equipe com:
1 eletricista + 1 ajudante
e um custo de alimentação de R$ 25 por pessoa/dia.
Temos:
Em 15 dias:
Aquela despesa de R$ 25 virou R$ 750 ao longo da obra.
O mesmo raciocínio vale para passagem ou outros custos recorrentes da equipe.
Individualmente, cada gasto parece pequeno.
Somados durante toda a execução, podem representar uma parcela significativa do orçamento.
Uma regra prática:
Todo custo que se repete deve ser multiplicado pela duração prevista da obra.
Se o prazo aumentar, esses custos também podem aumentar.
Muitas vezes, o lucro vai embora na soma das pequenas despesas que ficaram fora da conta.
7. Materiais e consumíveis: não olhe apenas para os itens principais
Quando pensamos em materiais de uma instalação elétrica, normalmente lembramos primeiro dos itens de maior destaque:
- cabos;
- eletrodutos;
- caixas;
- tomadas e interruptores;
- disjuntores;
- quadros;
- luminárias.
Mas a execução também pode consumir diversos itens menores.
Fita isolante, conectores, terminais, abraçadeiras, parafusos, buchas, elementos de fixação e outros materiais auxiliares podem representar valores pequenos individualmente.
O problema aparece quando são utilizados repetidamente ao longo da obra.
Imagine que os principais materiais estejam sendo fornecidos pelo cliente.
Durante a execução, porém, você utiliza R$ 180 em pequenos consumíveis que não estavam previstos.
Se você assumiu esse fornecimento e não incluiu esse custo no orçamento, os R$ 180 não desapareceram.
Saíram do seu resultado.
Por isso, antes de fechar o preço, é importante definir claramente:
Quem fornece cada material?
Se o cliente fornecerá todos os materiais, isso precisa estar claro no orçamento.
Se determinados materiais ou consumíveis serão fornecidos pelo profissional, eles precisam entrar na composição do custo.
E existe outro cuidado importante: não transformar uma estimativa de materiais em uma quantidade arbitrariamente inflada apenas para criar uma "gordura".
Quantidade técnica e margem financeira são coisas diferentes.
Material pequeno também custa dinheiro.
Se você fornece, precisa saber onde esse custo entrou no orçamento.
8. Imprevistos existem — mas não são lucro
Mesmo um orçamento bem elaborado trabalha com informações conhecidas antes da execução.
Quando a obra começa, podem aparecer condições que não eram visíveis inicialmente:
- infraestrutura existente diferente do informado;
- dificuldade de acesso;
- interferências durante a execução;
- necessidade de refazer serviço existente;
- alteração solicitada pelo cliente;
- serviços adicionais fora do escopo original.
Mas precisamos fazer uma distinção importante.
Nem todo imprevisto deve ser pago pelo profissional
Se o cliente solicita um serviço que não estava incluído no orçamento, isso não deveria simplesmente consumir a margem prevista para a obra.
É uma alteração de escopo.
Dependendo da situação, o correto é avaliar o serviço adicional, apresentar o impacto em preço e prazo e obter a concordância do cliente antes da execução.
Por isso, um orçamento bem escrito precisa deixar claro o que está incluído e o que não está.
Existem também pequenas variações normais de execução que podem ocorrer mesmo mantendo o escopo previsto.
Para elas, o profissional pode considerar uma reserva ou margem de segurança, de acordo com as características e o grau de incerteza da obra.
Mas essa reserva tem uma finalidade:
absorver variações e riscos previstos.
Ela não é automaticamente o seu lucro.
Mudou o serviço?
Antes de executar, verifique se mudou também o custo e o prazo.
9. Margem de lucro: primeiro conheça o custo, depois pense no resultado
Imagine que, depois de levantar todos os custos previstos para executar uma obra, você chegou a:
R$ 5.000 de custo total.
Se cobrar exatamente R$ 5.000 e tudo acontecer conforme o previsto, terá coberto os custos considerados — mas não terá acrescentado resultado ao preço.
Por isso, depois de conhecer o custo, é preciso definir quanto o negócio precisa gerar sobre aquela operação.
E aqui existe uma armadilha matemática comum.
Acréscimo sobre o custo e margem sobre o preço não são a mesma coisa
Custo:
Se você acrescentar 20% sobre o custo:
Preço:
O resultado de R$ 1.000 equivale a 20% do custo, mas aproximadamente 16,7% do preço final.
Se a intenção for obter efetivamente uma margem de 20% sobre o preço de venda, a conta é:
Então:
Nesse caso:
e:
Essa diferença é importante porque dizer "coloquei 20% de lucro" pode representar cálculos diferentes.
Então qual percentual usar?
Não existe um percentual universal que sirva para todo eletricista e toda obra.
A margem precisa fazer sentido dentro da realidade do profissional, considerando estrutura do negócio, riscos, tributos quando aplicáveis, custos administrativos, mercado, complexidade do serviço e resultado necessário para manter a atividade sustentável.
O objetivo aqui não é dizer quanto você deve lucrar.
É mostrar que o lucro precisa ser uma decisão consciente — não aquilo que eventualmente sobrar depois de pagar as despesas.
Primeiro descubra quanto o serviço custa.
Depois defina o resultado que precisa obter.
10. Exemplo completo: quanto essa obra realmente precisa gerar?
Vamos juntar os conceitos anteriores em uma situação prática.
Imagine uma pequena instalação elétrica residencial.
Prazo estimado:
15 dias de trabalho
Equipe:
- 1 eletricista — R$ 280/dia
- 1 ajudante — R$ 140/dia
A obra fica a 20 km da base do profissional, portanto serão aproximadamente 40 km por dia, considerando ida e volta.
Vamos considerar:
- Consumo do veículo: 10 km/L
- Combustível: R$ 6,00/L
- Alimentação: R$ 25 por pessoa/dia
- Consumíveis fornecidos pelo profissional: R$ 180
Os materiais principais serão fornecidos pelo cliente.
10.1 Mão de obra
Eletricista:
Ajudante:
Total de mão de obra: R$ 6.300
10.2 Deslocamento e combustível
Combustível: R$ 360
10.3 Alimentação
Alimentação: R$ 750
10.4 Consumíveis
Consumíveis: R$ 180
10.5 Quanto custa executar essa obra?
| Item | Valor |
|---|---|
| Eletricista | R$ 4.200 |
| Ajudante | R$ 2.100 |
| Combustível | R$ 360 |
| Alimentação | R$ 750 |
| Consumíveis | R$ 180 |
| Custo considerado | R$ 7.590 |
Esse número é importante.
Se o profissional olhasse apenas para sua própria mão de obra e pensasse:
"São 15 dias × R$ 280. Vou cobrar R$ 4.200."
a conta já começaria com um problema grave.
Só os custos considerados no exemplo chegam a:
R$ 7.590
E ainda não acrescentamos o resultado desejado.
11. Agora podemos formar o preço
Vamos primeiro utilizar um acréscimo de 20% sobre o custo.
Custo:
Acréscimo:
Preço:
Como vimos, isso não representa margem de 20% sobre o preço final.
Se a intenção fosse trabalhar com margem de 20% sobre o preço de venda:
Nesse caso:
e:
Não estamos dizendo que 20% é a margem correta para essa obra.
Estamos mostrando por que é importante saber qual cálculo você está fazendo.
12. E se a obra atrasar cinco dias?
O orçamento foi calculado para 15 dias.
Imagine que, por uma condição de execução assumida pelo profissional dentro do escopo, sejam necessários 20 dias.
São cinco dias adicionais.
Mão de obra adicional
Eletricista:
Ajudante:
Total adicional: R$ 2.100
Combustível adicional
Alimentação adicional
Somente nesses três grupos, os cinco dias acrescentaram:
R$ 2.470
O custo considerado, que estava em R$ 7.590, passa para aproximadamente:
R$ 10.060
Perceba o tamanho do problema.
Se o profissional tivesse fechado o serviço por R$ 9.108, utilizando o acréscimo de 20% do nosso primeiro exemplo, o valor recebido já seria inferior aos custos considerados depois do atraso.
É daí que pode nascer aquela sensação:
"Trabalhei mais, terminei a obra, recebi tudo... e parece que não ganhei dinheiro."
O orçamento não consegue prever tudo o que acontecerá numa obra.
Mas quanto melhor forem definidos escopo, quantitativos, produtividade, prazo e custos, menor será a dependência do "chute".
Cinco dias a mais não significam apenas cinco dias a mais de trabalho.
Mão de obra, combustível, alimentação e outros custos podem continuar correndo juntos.
13. Antes de enviar o orçamento, faça este checklist
Confira:
- O escopo está claramente definido?
- Os quantitativos foram levantados?
- Você considerou como cada serviço será executado?
- Estimou quantos dias ou horas serão necessários?
- Considerou sua mão de obra?
- Há ajudante ou outros profissionais?
- Calculou deslocamento e combustível?
- Existem pedágios, estacionamento ou passagens?
- Quem pagará a alimentação da equipe?
- Está claro quem fornecerá os materiais principais?
- Existem consumíveis fornecidos por você?
- O orçamento define o que está e o que não está incluído?
- Há condições que justificam uma reserva de segurança?
- Você diferenciou custos, reserva e lucro?
- O percentual utilizado é acréscimo sobre o custo ou margem sobre o preço?
- O prazo informado ao cliente é compatível com a estimativa?
- As condições de pagamento estão claras?
Se várias dessas perguntas ainda não têm resposta, talvez seja cedo para definir o preço.
14. Orçamento não é adivinhação
Não existe uma fórmula capaz de eliminar todas as incertezas de uma obra.
Também não existe uma tabela única capaz de dizer quanto todo eletricista deve cobrar por determinado serviço em qualquer situação.
Um orçamento profissional nasce da combinação de informações:
O que será executado + quanto será executado + como será executado + quanto tempo deverá levar + quanto custará executar + qual resultado o negócio precisa obter.
Quanto mais dessas decisões forem tomadas conscientemente, menos o preço dependerá de improviso.
Você não precisa acertar o futuro.
Precisa parar de ignorar aquilo que já pode calcular antes de começar a obra.
15. Fazer todas essas contas na mão dá trabalho
Até aqui vimos que um orçamento pode envolver muito mais do que multiplicar a quantidade de pontos por um preço.
Você pode precisar considerar:
Quantitativos → tipo de execução → produtividade → mão de obra → prazo → deslocamento → combustível → alimentação → materiais → despesas → margem
É possível organizar tudo isso manualmente.
Uma planilha bem montada, uma calculadora e um método consistente podem funcionar.
O problema é que, quanto mais informações precisam ser consideradas, maior é o trabalho para organizar os dados, refazer cálculos quando alguma condição muda e verificar se alguma despesa ficou para trás.
Foi justamente pensando nesse processo que a Fazer Elétrica desenvolveu o OrçaVolt.
16. OrçaVolt: uma ferramenta para ajudar a formar o orçamento
O OrçaVolt não foi criado para decidir quanto você deve cobrar.
A proposta é ajudar a organizar as informações da obra e transformar esses dados em uma sugestão de preço e prazo, que pode ser analisada e ajustada pelo profissional.
O fluxo é simples:
Obra → Quantitativo → Condições → Sugestão
Você informa os dados disponíveis e o sistema conduz a montagem do orçamento por etapas.
Quantitativo e forma de execução
Além de informar quantidades — como eletrodutos, circuitos, tomadas, luminárias e outros serviços — em determinados itens é possível indicar como aquele serviço será executado.
Uma tomada em uma infraestrutura pronta, por exemplo, não representa necessariamente o mesmo trabalho de uma instalação que inclui execução da infraestrutura.
Essa diferença pode alterar a produtividade e, consequentemente, a composição do orçamento.
O OrçaVolt trabalha com referências de produtividade calibradas com base na tabela SINAPI, mantendo a possibilidade de ajuste pelo profissional.
17. O custo da obra não termina na mão de obra
Depois do quantitativo, entram as condições reais da execução.
O profissional pode considerar informações como:
- diária do eletricista;
- diária do ajudante;
- prazo;
- materiais;
- combustível e deslocamento;
- alimentação;
- passagem;
- outras despesas;
- percentual utilizado na formação do preço.
Com esses dados, o sistema consegue organizar a composição e apresentar uma sugestão.
E o mais importante:
O resultado continua sendo uma referência para o profissional analisar.
O eletricista conhece as particularidades da obra e continua responsável pela decisão final.
Uma ferramenta pode fazer contas para você.
Quem conhece a obra e decide o preço continua sendo o profissional.
18. Prazo também faz parte do orçamento
Como vimos, errar a duração da obra pode alterar vários custos ao mesmo tempo.
Por isso, o OrçaVolt também apresenta um cronograma estimado, distribuindo o tempo calculado entre as etapas do serviço.
Isso permite comparar a estimativa de execução com o prazo considerado para a obra.
Não significa que o sistema possa prever todos os acontecimentos do serviço.
A função é oferecer mais uma referência para a tomada de decisão, em vez de deixar o prazo baseado apenas na percepção.
19. No final, você enxerga de onde veio o valor
Depois de preencher as informações, o OrçaVolt apresenta a composição utilizada para chegar à sugestão de orçamento.
Em vez de mostrar apenas um número final, o profissional consegue enxergar as parcelas consideradas no cálculo.
Isso facilita uma pergunta fundamental:
"Esse valor faz sentido para esta obra?"
Se alguma condição estiver diferente da realidade, é possível voltar, ajustar os dados e recalcular.
Depois da conferência, o orçamento pode ser preparado para apresentação ao cliente.
20. Dá para começar grátis
O OrçaVolt possui uma versão gratuita.
Nela, o profissional pode percorrer o processo de montagem do orçamento e conhecer a metodologia da ferramenta sem precisar começar por uma assinatura.
Para quem deseja reduzir ainda mais o trabalho manual, a versão por assinatura acrescenta automações e recursos adicionais.
Entre os recursos da assinatura estão:
Leitura do projeto em PDF
O projeto pode ser enviado ao sistema para auxiliar na obtenção automática do quantitativo.
Cálculo automático de deslocamento e combustível
A partir da base cadastrada pelo profissional e do endereço da obra, o sistema pode automatizar essa parte do cálculo.
Orçamento personalizado para o cliente
É possível acrescentar elementos como logo da empresa, observações e condições de pagamento, além de decidir o nível de detalhamento dos custos apresentado no documento.
Em resumo:
A versão gratuita permite começar. A assinatura reduz trabalho e acrescenta automação e personalização.
21. Antes de perguntar "quanto cobrar?", faça outra pergunta
Depois de tudo que vimos, talvez a pergunta inicial deste artigo possa ser reformulada.
Em vez de começar por:
"Quanto devo cobrar por essa instalação?"
comece por:
"Quanto vai me custar executar essa instalação corretamente?"
Levante o serviço.
Defina o escopo.
Estime a produtividade e o prazo.
Considere as despesas.
Entenda seus custos.
Depois, defina o resultado que precisa obter.
O preço deixa de ser um número escolhido no improviso e passa a ser consequência das informações que você levantou.
Isso não significa que o orçamento será perfeito.
Significa que estará:
Muito menos dependente do chute.
Quer colocar isso em prática? A Fazer Elétrica criou o OrçaVolt para ajudar você a organizar esse processo. Você pode começar gratuitamente.
Conhecer o OrçaVolt →